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Dilma Rousseff defende financiamento à inovação e destaca papel estratégico do armazenamento de energia durante reunião anual do NDB no Brasil

No último dia 5 de julho, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira multilateral vinculada à agenda do BRICS, realizou sua 10ª reunião anual na cidade do Rio de Janeiro. O encontro reuniu ministros de Estado, representantes do conselho do banco, lideranças empresariais e integrantes da sociedade civil para debater estratégias de inovação, cooperação internacional e os impactos das instituições financeiras multilaterais no apoio ao desenvolvimento sustentável dos países emergentes.

A abertura do evento foi conduzida por Dilma Rousseff, presidente do NDB, que compartilhou a aprovação da Colômbia e do Uzbequistão como novos membros do banco. Em sua fala, Dilma enfatizou que o financiamento à ciência, tecnologia e inovação deve ser um eixo prioritário da atuação do NDB, com foco em reduzir o déficit tecnológico que ainda separa os países do BRICS das nações mais desenvolvidas. Ela destacou que a chamada quarta revolução industrial — marcada pelo avanço acelerado da inteligência artificial, biotecnologia e outras tecnologias disruptivas — impõe novos desafios e oportunidades, demandando uma atuação estratégica das instituições multilaterais.

Entre os setores considerados mais relevantes, Dilma dedicou especial atenção à área de energia, com destaque para as soluções de armazenamento e relembrou uma de suas declarações feitas durante seu mandato presidencial, quando mencionou a necessidade de “armazenar ventos e sol” — à época alvo de críticas na imprensa brasileira. Hoje, segundo Dilma, os avanços tecnológicos e a crescente inserção de fontes renováveis nas matrizes energéticas comprovaram a pertinência do debate. Ela alertou que a falta de infraestrutura de armazenamento compromete a estabilidade de sistemas elétricos altamente dependentes de fontes intermitentes, como solar e eólica.

Como exemplo, citou os apagões recentes ocorridos na Espanha e em Portugal, resultado da dificuldade de integração entre fontes renováveis e redes elétricas projetadas para operar com energia de base. A presidente do NDB argumentou que a estabilidade do grid e a segurança energética passam, cada vez mais, pela capacidade de armazenar energia de forma eficiente, o que torna as tecnologias de baterias e soluções “no grid” áreas estratégicas para o futuro do setor.

O destaque dado ao armazenamento de energia durante a reunião do NDB evidencia a crescente importância do tema para a segurança energética, a estabilidade das redes e a ampliação da participação de fontes renováveis nos sistemas elétricos globais. Para os países do BRICS, trata-se não apenas de uma questão tecnológica, mas também de soberania e desenvolvimento industrial. O fortalecimento dessa agenda representa uma oportunidade concreta de posicionar os países emergentes na vanguarda da transição energética, estimulando investimentos, inovação e parcerias internacionais que impulsionem um modelo energético mais resiliente e sustentável.

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